segunda-feira, 26 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
QF '14
Quem me conhece sabe que não sou grande fã dos cortejos da
Queima. Demasiado desperdício em cerveja atirada ao chão; demasiado dinheiro
gasto em carros que se destroem em segundos; demasiadas pessoas bêbedas que não
chegam a aproveitar o dia que estava destinado a ser “um dos melhores dias das
suas vidas”; demasiado oportunismo de pessoas não estudantes que levam sacos e
sacos de cervejas fechadas, à conta dos estudantes. Por essas mesmas razões,
não queria, a princípio, fazer parte do carro. Mas acabei por mudar de opinião.
Deu (demasiado) trabalho, não o nego. Gastei dinheiro que podia ter poupado
para mil e uma coisas. Mas ver aquele carro feito, ir lá em cima, foi mais
motivo de orgulho do que alguma vez imaginei ser possível. Obrigada a todos os
que ajudaram a tornar o dia de domingo um dos melhores da minha vida académica.
Porque é certo, foi-o. Obrigada aos que, durante uma semana, fizeram o esforço
de aparecer no quartel e fazer flores por mais cortados e queimados que estivessem
os dedos. Obrigada aos que se mantiveram até às 3h da manhã de sábado, com um
mínimo de boa disposição e alegria, a trabalhar para que no dia a seguir o
carro pudesse sair do quartel como motivo de orgulho e não de vergonha. Aos que
lá apareceram um dia; aos que na noite anterior saíram cedo porque queriam ir
ao recinto e aos que durante um ano não fizeram nada que ajudasse a tornar isto
tudo possível: deviam ter vergonha. Ir no carro não é só no dia do cortejo.
P.S.: E ao senhor que me mandou para o c*ralho por lhe ter
dado uma cerveja aberta quando ele a queria fechada, para o c*ralho também!!
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Head up, stay strong, fake smile, move on.
Tens um dia de merda. Não te apetece rir, falar, nem ver ninguém. Fazes um esforço enorme para não chorar enquanto andas no meio da rua, porque ficaste demasiado sozinha com os teus pensamentos. Queres mandar toda gente à merda. Quase o fazes com aqueles que mais se preocupam contigo. Orgulho é uma coisa feia e não te deixa pedir desculpa. Adormeces a pensar que amanhã é um novo dia. O dia amanheceu igual. Segues em loop.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Das saudades que já apertam.
Morreu ontem a minha bisavó. Morreu a minha avó A., tão avó, tão sem necessidade do "bi" que só confere distância ao parentesco. Morreu a minha avó e morreu um bocadinho de mim com ela. Morreram os natais encantados em que toda a família se juntava numa sala minúscula, bem apertadinhos, e em que mais nada importava. Morreu um bocadinho da memória dos olhos brilhantes dos meus primos pequeninos por verem chegar o Pai Natal que, naquela casa, já encarnou no meu bisavô, no meu pai, e nos meus primos mais velhos. Gerações de Pais Natal com um único intuito, o de ver crianças felizes ao tocar da campainha na noite de Natal. Morreu a mulher mais forte que já conheci, a que ultrapassou mais adversidades em 20 anos com um sorriso na cara do que imaginei ser possível. Agora, no fim, disse que estava cansada de lutar. Compreendo-a. Afinal, 93 anos é uma idade considerável (a quantidade de vezes que ouvi isto este fim de semana...). Mas não faz com que doa menos, não. Morreu a minha bisavó, tão avó, e aprendi que o coração vai perdendo bocadinhos.
quinta-feira, 20 de março de 2014
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