quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

À luz do candeeiro


No final de Janeiro, e por causa de uma conversa com o meu padrinho de praxe (que me disse, todo feliz, ter encontrado o Tio Patinhas no Continente), decidi (re)ler a fantástica BD “A Saga do Tio Patinhas”. Li-a quando saiu em Portugal, em 2002, e lembro-me que, apesar de ter adorado as aventuras do “Pato mais rico do mundo”, as partes introdutórias de cada capítulo, com comentários do escritor Don Rosa e imensas referências às aventuras de Barks me tinham provocado um certo enfado. De resto, havia também muitos pormenores de que já não me lembrava. Assim, ao reler a Saga, foi um redescobrir sucessivo de factos deliciosos sobre a vida e as aventuras de uma das personagens da minha infância. Desta vez não achei os comentários enfadonhos. Oh, não! Eles enquadram cada capítulo numa determinada época histórica, com referências a factos reais. Mostram o trabalho meticuloso que Don Rosa efectuou, certificando-se que tudo encaixava com a personagem criada por Carls Barks. Para mim é sem dúvida a mais completa BD que já li. Merece que seja relida várias vezes e não que fique esquecida na estante, juntamente com todos os outros livros das personagens de Barks e de outros cartoonistas, onde (infelizmente) a tinha deixado há quase 11 anos…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que dizer de uma pessoa...

...à qual se aplicam 11 dos "awkward merit badges"? xD

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Foto do dia #47


Fiz muffins! :D
(Estar de férias sabe beeeem!)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

BAAAAAAAHHHH! -.-

Vim só aqui expressar o quanto gostaria que electromagnetismo desaparecesse bem rápido da minha vista e quão farta de o aturar eu estou.
Agora com licença, as equações de Maxell chamam por mim...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Espelho da alma vai para...


"Adoramos a perfeição, porque a não podemos ter; repugná-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.
O ódio surdo ao paraíso - o desejo como o da pobre infeliz de [que] houvesse campo no céu. Sim, não são os êxtases do abstracto, nem as maravilhas do absoluto, que podem encantar uma alma que sente: são os lares e as encostas dos montes, as ilhas verdes nos mares azuis, os caminhos através de árvores e as largas horas de repouso nas quintas ancestrais, ainda que as nunca tenhamos. Se não houver terra no céu, mais vale não haver céu. Seja então tudo o nada, e acabe o romance que não tinha enredo.
Para poder obter a perfeição, fora precisa uma frieza de fora do homem; e não haveria então coração de homem com que amar a própria perfeição.
Pasmamos, adorando, da tenção para o perfeito dos grandes artistas. Amamos a sua aproximação do perfeito, porém a amamos porque é só aproximação."
Livro do desassossego - Bernardo Soares (Fernando Pessoa)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Espelho da alma vai para...


"Os astros tombam um por um, cansados de nós. Nós olhamos, olhamos por algum tempo porque sem estrelas fica-nos grande o infinito e nada nos pára o olhar. Por essa altura, em algum sítio alguém pensa em gritar, mas não grita e acaba por fazer o que sempre faz."
No meu peito não cabem pássaros - Nuno Camarneiro

Espelho da alma vai para...


"Para que um corpo deitado se levante, é necessário erguer o tronco, depois apoiar os pés, exercer força nas pernas e atirar o peso para cima alavancando-o nos joelhos. É assim que um corpo se levanta.
Para que um homem parado inicie o movimento, deve primeiro procurar equilíbrio num só pé, enquanto levanta o outro, depois imprimir uma velocidade horizontal ao tronco e à bacia, enquanto o seu centro de gravidade descai até ser refreado pela outra perna, que se apoia no solo diante da primeira. É assim que um homem inicia o movimento.
É difícil, se não impossível, explicar como se passa do sono à vigília.
Mas o momento em que se transita de uma condição a outra é importante, e há muitas coisas que se entendem nesse momento e há decisões que se tomam nesse instante. Não se sabe sequer se é um instante ou uma eternidade porque não há como medi-lo, se no tempo do sono, se no da vigília."
No meu peito não cabem pássaros - Nuno Camarneiro