quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

À luz do candeeiro


SINOPSE
Esta é uma das obras mais conhecidas e controversas do século XX e conta a história de Humbert Humbert, um professor universitário enfadonho e de meia-idade. A sua obsessão por Lolita de 12 anos suscita algumas dúvidas relativamente ao seu carácter: estará ele apaixonado ou tratar-se-á de um louco? Um poeta eloquente ou um pervertido? Uma alma torturada e sofrida ou um monstro? Ou será que Humbert Humbert não será apenas uma mistura de todas estas personagens?
Lolita é certamente o romance mais conhecido de Nabokov, mas também por se tratar de uma obra-prima que provocou, à data da sua publicação, um enorme escândalo pela forma como o autor tratava o tema de uma paixão entre um homem maduro e uma adolescente provocante.
Hoje, que essa aura de escândalo parece ter-se dissipado, o livro, publicado originalmente em 1955, vale por aquilo que é: um verdadeiro clássico da literatura do século XX.


Como obviamente a Saga se leu em duas ou três tardes, fui lendo também outro livro. O conhecido e controverso Lolita, de Nabokov. Já andava para o ler há cerca de três anos, mas havia sempre alguma coisa que me fazia escolher outro livro antes… Desta vez decidi mesmo lê-lo. Devo dizer que a edição que a Biblioteca Municipal tem peca imenso pela capa escolhida (e não consegui encontrá-la na Net...). Dá um ar de romance erótico barato, quando o livro é muito, muito mais do que isso. É um livro que me deixa com sentimentos antagónicos. Se por um lado somos obrigados a reconhecer a genialidade do escritor ao enredar toda aquela história, exprimindo tão bem os sentimentos das personagens e mostrando como se pode ser tão controlado pelo amor, a natureza desse mesmo amor é repugnante, não nos deixa estabelecer laços com H.H., como é habitual num romance casual. Talvez seja exactamente isso, associado ao facto de tratar temas tabu que fazem do Lolita um livro tão conhecido e comentado. Em suma, é um livro forte (a determinada altura cheguei a pensar que fosse até forte demais para mim) mas, tal como é referido logo no prefácio, não é escandaloso, na medida em que não usa vocabulário ordinário nem descreve cenas eróticas. Se há algo nele para que o possamos classificar de “escandaloso” será sem dúvida a temática que desenvolve, mas nem outra coisa seria de esperar.

“Penso em auroques e anjos, no segredo dos pigmentos duráveis, em proféticos sonetos, no refúgio da arte. E essa é a única imortalidade que tu e eu podemos compartilhar, minha Lolita.”  

À luz do candeeiro


No final de Janeiro, e por causa de uma conversa com o meu padrinho de praxe (que me disse, todo feliz, ter encontrado o Tio Patinhas no Continente), decidi (re)ler a fantástica BD “A Saga do Tio Patinhas”. Li-a quando saiu em Portugal, em 2002, e lembro-me que, apesar de ter adorado as aventuras do “Pato mais rico do mundo”, as partes introdutórias de cada capítulo, com comentários do escritor Don Rosa e imensas referências às aventuras de Barks me tinham provocado um certo enfado. De resto, havia também muitos pormenores de que já não me lembrava. Assim, ao reler a Saga, foi um redescobrir sucessivo de factos deliciosos sobre a vida e as aventuras de uma das personagens da minha infância. Desta vez não achei os comentários enfadonhos. Oh, não! Eles enquadram cada capítulo numa determinada época histórica, com referências a factos reais. Mostram o trabalho meticuloso que Don Rosa efectuou, certificando-se que tudo encaixava com a personagem criada por Carls Barks. Para mim é sem dúvida a mais completa BD que já li. Merece que seja relida várias vezes e não que fique esquecida na estante, juntamente com todos os outros livros das personagens de Barks e de outros cartoonistas, onde (infelizmente) a tinha deixado há quase 11 anos…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que dizer de uma pessoa...

...à qual se aplicam 11 dos "awkward merit badges"? xD